segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
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Príncipe do Egito
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
da série "o impeleitável"
las ventanas
los hermanos
los incestos
por las direciones
agonia y quentura
ásia gastura
o impeleitável no caminho dos olhos
puxados
na noite da norte
sexto acionado
ri o sempre sério
queima de tudo
coisa de tudo
guarda nó
tá amarrado
terça-feira, 11 de setembro de 2012
hoje, ode à casa
mulheres soltas na rua
o sono do cobrador
a trepidação do acento
a caxangá em reforma
o pedalar do ciclista
no ônibus telefonei
preciso voltar pra casa
uma voz que me deixe segura
corri com flauta transversa
"era ladrão?" perguntou
a polícia que me seguiu
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
fuga do tema
Fuga do tema
Raínha
vulcano
forja, ferro, erupção
sábado, 1 de setembro de 2012
Pra Gabriela latina-americana no meu peito
não esqueça disso
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
sereias
terça-feira, 21 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Leo pardo
leo pardo brincava enquanto
terça-feira, 24 de julho de 2012
& Bíblico
^^
No coletivo
Leio no assento
Caio na escrita
criativa
Ventilação de teto...
Saída de emergência!
portas e janelas...
Parada solicitada!
quarta-feira, 6 de junho de 2012
soneto do amor melhor
Te amo pequeno, de simplicidade
De amor estreito de fechar na mão
De amor discreto solto na canção
Talvez abrace alguma vaidade
Amor enfim, que ofertei à tarde
Que é cá por dentro, feito uma oração
Sem inventar-se além do coração
Sabe seu canto certo de humildade
Sabe que o nós contém o cada um
Mas também há um nosso amor, comum
Que sabe ser sem precisar de nó
Os olhos mistos de constrangimentos
Deste incontido e amplo afinamento
Que de ser grande, cabe ser menor
05
Guiné da Selva
Dança das caveiras
O imperador e o ritmo
O mago
O cupido
A Psiquê
A sacerdotisa, a imperatriz
O lago
O marido
O ser
Aberto um fogo novo a mente
Um afluente, um sorriso pulsante
Cálida rosa desabrocha no plexo
Cálida rosa desabrocha no plexo
G. da Selva
fev. 2009
devaneios
“a arma da teoria”, disse aquele cara da Guiné-Bissau, o Amilcar Cabral. acho que era casado. Será que estava cansado?! Coitado... Conheço-o de fotografia. Preto/branca, a foto de época. Achei tê-lo visto em algum estandarte no carnaval vermelho de fevereiro. Acho que foi impressão minha. Eu não o conhecia ainda. Ele não era tão lindo. Lepê Correia pode até ser mais, mas não os vamos comparar. Não compraria os dois de uma vez. O filho do amigo do meu pai, lá de Minas Gerais se chama Amilcar, é um rapaz bem sorridente.
G. da Selva
Lua livre - Trexos Bíblicos
Sangre sangrado sagrado
bárbaro bizarro bizantino
tino tinto divino vinho
corrente cordão
casto cristo coroação
rio de redenção
religião religare
criar de cavidade
caverna que transforma
fato feto forma
fluido informe norma
fio filho flor fauna
caldo caldeira concha
terna transmutação
nutrição de terra
veia veneranda
venérea verdade
viva vitalidade
ciclo calmo corpo
alma lavada
véu vermelho
lua livre
7.6.12
Guiné da Selva
quarta-feira, 29 de junho de 2011
picadeiro sem foco
Picadeiros
São tantos os moços jovens
Percorro como porca, fuçando...
Circulo. Minha vida, lama amálgama.
São tantos os rostos móveis
Persigo o que me incomoda e pulo
Contanto, há uma gama.
A faca tem os dois gumes
Engulo o sopro e não sobra
Falta o ar em altos cumes.
Encontro o cristo em cardumes
Nada e ri à grande obra
Respirando os vagalumes
E as cobras.
Olho o som, escuto os dentes
Sinto as acesas narinas
E aprendo a respirar presentes
Cavalos e bailarinas.
No espelho o palhaço
cola sobrancelhas
preto faz um traço
e o nariz espera as abelhas
Alerta vermelho!
Tudo por aqui caiu doente
A maca leva um macaco
Treinado em chapa quente
Na platéia, calabolsos
Picadeiro, carne e ossos
Monstros, mancos, e o leão
Brancos que são, novos moços,
Posturas, granas nos bolsos
complexos em pulsação.
Vim encontrar o Sr. Perdão!
Antes que o amor se ponha
como às noites se sonha
em sua forma tamanha
Pelo passo febril desta manhã
Quero a verdade medonha
A máscara sem vergonha
da noite senil e vã.
Quero essa flora hipnótica
Química beleza óptica
Quasimudos simulacros
Os meus sapatos de volta
Meus pés de pau, minhas cordas
Meus cachimbos, meus tabacos
Tranquilo, se estou um caco
Feito o macaco da maca
Feito treinado macaco
Tranquilo, se sou uma foca
Esperando o peixe à boca
A equilibrar bola ôca, ou faca
Tranquilo, se sou um bloco
sob as leis desta comarca
Tranquilo, se sou uma barca
Ou arca nas mãos do louco
Tranquilo, se ouço pouco
você é môco...
Sendo porca, dada aos porcos
Pata, pássara, cloaca
No picadeiro sem foco.
Guiné da Selvaladares
Set.2010. recife-várzea.

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