Minha corujita,
No alto, com brancas plumas
Fazendo ninhos nas grandes vigas
Entre as falhas da coberta
Fazendo telhas com os olhos de proteção
Cadê teu sonho no inverno
Teu verão real
Estamos no tempo de teu vôo
E o tempo é nosso linho
Aqui costuramos o veio
Saberes simples
Mãos na penugem
Afago no presente
Minha corujita me afaga
Ela é a melhor carícia
Corujita elétrica
Quando dorme encontra a água
Uma menina terra
Em tempo de corujita
Estala a língua
chão de lua
Bico de alimento
Tento espelhos nos teus olhos que me fogem
Mas no teu respiro encontro a paz, a verdade e a essência
Encontro nos meus olhos
mãe e coruja
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Corujita
sábado, 12 de agosto de 2017
Sidmar
que se usa e abusa
Comidas, cômodas,
temperas, temperos.
Adolescências e casais.
Família tamanha, tamanho família.
Manhãs e ciganos
Cafés, pias cheias, luas meias.
Tormenta de cães
Verdade imantada.
Vinhos, flores, luzes
Ação, consagração
Vida em alta definição.
Coisas que quebram e consertam
Caminhos que se cruzam
Na contra mão.
Desapego se aprendendo
Palhaça, palavra
Parole parangole
Filmes que não vi
Baixando aqui
Internet s
Sentido... que?
Silêncio
Orgânica
Organela
Organismo
Organização
Higienização
Desapego...
Quem somos? Que?!
Amoras. As infinitas amoras da estação. Da temporada. As roxas do verde, as roseadas azedinhas.
"Nomade" - com esses olhos so podes mesmo ser esse cigano, Sidmar.
Várzea
Recife
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Lua gestante
Expurgar o que guardam peito e músculos.
Coração do mundo chove
Medo pede paz
Legítima raiva pede paz
Amor pede paz.
As chuvas da grande mãe consolam, acarinham, refazem
Nublado o olho do céu, adensa a atmosfera.
Pairam e revoam chorosas aves.
Resvalam.
A noite azul, marinho, cobalto.
Cristal de lua forte, oscilando,
Sumindo...
A lua olho
Espelho soma
Lua gesto
Algo restante
Alga, alma
Gestante.
Quarta feira, 13.04.2011 - Casa Forte, Recife
Noite agaloada
"Eu sou o céu para as suas tempestades. Rainha dos raios... tempo bom, tempo ruim" (Gil)
Noite vermelha
Rua alagada
Água marrom
Chocolate rio
Navegancia tremenda
Ganância de movimento.
Te aquietas pessoa
Lagoa que se põe
Na tua ilha há um q familiar
Tuas fotos nas paredes
Redes
(Navegancia tremendo)
O tesouro acordado...
O corpo barco
Bardo que pulsa e dorme.
Na tua ilha tudo nada e volta
Ao redor e aqui
Navegancia tremendo
Calor no sentido
Na turva ilha ilha libido
Barca na rua sonhada
Caminho de água
Rio vermelho telha
Marrom terra
Água chocolate
Entranhoso cocô
Noite alagada.
2 de maio de 2011, Várzea
( li essa poesia hoje e sincronicamete fazem 6 anos dela)
domingo, 24 de julho de 2016
Mãe diz
Mãe diz que ela vai correr
No mato verde de Ewá
Mãe diz que ela vai subir
Cavalo da guerreira Obá
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Carta ao Lobo Mal
quinta-feira, 9 de abril de 2015
sábado, 4 de abril de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
domingo, 23 de novembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
sereia ouriço
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
parto e filha
forte parte que une
partida
partilhada
compartida
barriga compartimento
sentir que religa
briga, consentimento
ressentimento e instiga
que compartilha
pequena ilha
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
escorpião
Quantas touras, morenas, louras, queres ferrar
Língua enrolada essa da poética enrroladinha
querendo rolar querendo rolar
Avoa avoa, passarinho
acha teu ninho no Amapá
Atoa atoa, coitadinho
buscando coito noutro lugar
Mil e uma as estrelas de Aldebarã luzindo
nos teus olhos perdidos
de ilusão constante
Mil e uma noites desperdiçadas
de fundida espada
Solidão cortante
Começou uma guerra fria
Guerra do fogo acabou
Gerando a luz de Luzia
Não devo tempo nem nó
Fadas queres segurar cintura
arrancar as asas na tortura
Abelhudo, zangão, afim de militar
em todo batalhão,
Em todo angar, afim de pousar
Não te culpo, lobo lupo
mamífero secular
a fim de mamar
a suma volúpia
noiva nova nupcia
de descaminhar
Vento volátil uivante
afim de amante
de cunho galante
de galo cantar
Mira tanta estrela, o escorpião
de constelação
Estuda tanta rota, que já não lhe enxota
o jovem ferrão
A fim de ferrar, a fim de ferrar
terça-feira, 29 de julho de 2014
revolta das fadas
Das aberrações descritas, monstros de dígitos
A transa, a tara, a panela de pressão
Toda essa literatura interna, escondida,
Cheia de palavra ruidosa pompando a erudição
Pra colher verde, pra colher maduro
Pra se sentir
Estais preenchido? Tua alma, teu umbigo?
O mal duro agora quer se expandir
Como teu peito pretende se abrir pra raiz
Como tua transa ensaia duas na madrugada do virtual
Assim engulo teu gozo como engolindo teus sapos
Guardo teus sapatos como guardas teus segredos
Com vergonha que me descubram te guardando
E fica na falha tua vitória entendida e disponível
E meu drama sem pra quê nessa altura do torneio, da tourada
Beirando poema bélico e pensando na palestina
sexta-feira, 25 de julho de 2014
dicionário de mãe ebulindo
vale de ovos
vivos ovos
maturando dentro
uivos, calos
meus cavalos
segurá-los
mastigando fenos
leites leites leites
humanos azeites
penas e deleites
gomas e unguentos
gentes gentes gentes
buliçosas gentes
novas e crescentes
procurando centros
chuvas e serenos
pejos obscenos
porcos lameados
natureza bruta
bolsa rota enxuta
xotas esgarçadas
...
domingo, 4 de agosto de 2013
tortuguita
espécie rara no corpo
lembrança viva se povoa o corpo
cada pessoa que funde casco
finda divisão e fica corpo
no sutil misturado corpo
plena amizade de tempo
finda morte e se infinita
alma mora na distância do piauí
junto do encontro amplo
distância sempre distrai
e o querer vira um detalhe besta
com cara de tortuguita marrom
e o bem querer, detalhe bom
é desapego secular
com cara de idoso zen
quarta-feira, 31 de julho de 2013
oração do cotidiano
sábado, 27 de julho de 2013
amor
a quem recorrer?!...
pensei em matar, pensei em pular, pensei em morrer
pensamento é só, pensamento
no tempo pendular, uma ansiedade de ser, algo
coisa
calma, mira, calma..
calma o que?!
calma falha desalma
corpo me desperte
raio de raiva
ilusão de medo
caminha, corre, varre, morre
descarga escorre
amor socorre
informe
nem sabia quão era beata
tava longe da ciência
da mata
tomou um banho de água doce
nas águas da cidade grande
e no meio da poluição
estética
ficou louca
era crente, era descrente
e no fim não era
nada
à muitas eras apegada
e o aqui agora do seu povo
acudia
estado de choque acordava
guiné elétrica da noite
e a celpe terceirizada
usava uniforme
quarta-feira, 24 de julho de 2013
oração de parto e renascimento
mentalizemos o que foi semeado e que agora aflora, nesse presente, germinando. abençoemos o que nasce, acreditemos em nossas sabedorias, alimentemos nossos interiores para aprimorar a intuição. agradeçamos ao que acontece e faz com que nossos ciclos aconteçam, aos ventos mais uma vez. agradeçamos à possibilidade que se cria a cada dia de já não saber mentir. acocoremo-nos pedindo a benção às nossas cablocas, fortalecendo nossos ventres, fontes físicas de nossa fertilidade.
com amor
#Cecília é cientista social e estuda o ofício da doula <3 br="">3>
http://pt.wikipedia.org/wiki/Doula
sábado, 4 de maio de 2013
Zu
terça-feira, 30 de abril de 2013
tempo da avestruz
pardal-camêlo, do grego
domingo, 3 de março de 2013
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
cigana
Olha nos meus olhos e arranca! Revive as ancas retalhadas.
Já estive em tantos tempos... Torres, ferros...
Torrei em fornalhas gigantes.
Tenho o peito cheio e o coração desconfiado...
Com muito amor nos olhos você me compra.
gné da selva
21.11.12













