Recebe essa fruta como um útero de aconchego, o bago da laranja, o limão inteiro, a manga... Se tu entendes o presente, entenderás o sentido, - a maça é a metáfora do que dentro aflora, do que tenho lido.
A romã, e a amora.
Tens agora a permissão para qualquer fruto do meu pomar colher, a tâmara, o damasco, qualquer! Inclusive as folhas secas para chá. Fique a vontade em desfolhar, as canelas, as laranjeiras-cravo, e cravar com adagas corações nos troncos.
O pomar está aberto para que cante em flor cantigas persas com as aves santas que simpatizam com o amarelar das frutas, e que levam para outros campos as sementes de aqui.
No entanto, quando o sol posto, quando os insetos procuram o calor das luzes, pode vir descansar as sobrancelhas no meu colo, que te conto histórias velhas de sono.
A. Mahin.
Irã, 09 de setembro de 2009.
Mostrando postagens com marcador sufis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sufis. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)